Gabriela

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Vou brincar de derivar
do teu nome:
Encontro o verbo rir
e o verbo ler.
E flexionado no tempo
pretérito do indicativo
"abri", que traduzo como
aberto,  teu caminho
de felicidade!
Ela, a felicidade
marca-te na vida
e no universo.
Eis o meu verso de
presente,  para você!
Carinho.



O outro lado

Garanto que é amor
desamado.
E que desarmada
amei
Restou o perdão.
Então te absolvo

Mãos

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Queria que na viagem,
me levasses pela mão.
Era só isso:
Comunhão,
Com as mãos!

Constatação científica

É simples,
científico;
Você não está
mais comigo!
Mas existo!

Acidente

Ele nem percebe
que sua presença
causa em mim
um impacto diante
da verdade.
Eis o acidente:
AUSÊNCIA!

Lembranças?

Nunca dancei na chuva.
E cá me arrependo.
Queria ter aproveitado mais.
Tomei banho de chuveiro.
Não é o mesmo.
Não fizemos piquinique
mas fomos ao jorro.
E completamos o contraste
de nós: Eu, sempre disposta
a te acompanhar.
Você, nem pensar em ser
visto comigo.
Pena, perceber o quanto
sem valor te sou.
E entre todas, tento guardar
as poucas e boas lembranças.

Contraste

Escrevi vários versos
que te versaram
ou versaram sobre
quem eras, no início.
Você pode conferir.
A porta está aberta.
Os versos continuam cá dentro.
E tenho tentado conservar
a imagem do bem.
Mas o coração está fechado
para o você, de hoje.

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