Dói a dor em meu peito
Pela dor do abandono.
Dói a dor da tristeza
Pela dor da indiferença.
E a diferença
A descrença do ser
O orgulho ferido
O gemido da alma
Os AIS de si mesma!
E a dor, que teima doer
Em silêncio...
Doenças
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Quase morte
Hoje eu senti um cansaço
Tão intenso, que pareceu
Adentrar o coração.
E meu cansaço se denominou
Tristeza. Que por sua vez me trouxe
A pura incerteza de e existir.
Penso? Eu penso dor.
Isso é quase morte.
uxe
Mãe
Uma espécie de mártir.
Ou não?
Ou é uma ré sem defesa?
Figura meio que desnecessária
No contexto atual.
Filho não lhe vê. Lhe subestima.
Ou será que sou só eu?
Em meus des vãos e devaneios.
Eu só. Não sei.
Não sou!
Vasta imensidão
Às vezes, sinto que preciso
De alguém que me ouça
Além do surdo e quase silencioso
Som da tinta no papel.
Eu precisava de um céu,
E um Deus me dizendo o que fazer
Numa receita para só obedecer.
Seris tão mais fácil!
Por que o Senhor é tão enigmático
Tão enfático em mostrar: " se vire"
Faça sua parte!
Eu não sei fazer a minha.
E grito socorro, que se perde
Na vasta imensidão...
Silêncio
É a fase em que me encontro.
Tão forte, que me dá preguiça de falar.
Ou medo. As palavras também se revoltam, sabia?
Em mim, elas entraram num estágio de dormência. Um indiferença latente. Ódio?
Revolta?
Dor. Apenas dor.
Sem palavras
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
...
Meu silêncio é só meu
de ninguém mais!
É minha forma de estar só
de me visitar
e partr de mim
dos outros...de encontrar Deus!
meu silêncio
sou eu. Fala e grita
reivindica a minha paz.
Traduzí-lo? Só a saudade!
Que denuncia minha idade
que me diz do tempo que
já não é, mas que deseja
E que seja, o meu silêncio...
a minha voz!
EU
Tão forte e tão fraca,
um paradoxo sem fim...
Eu sem mim.
sem você!
Eu, eu, eu...perdida numa
estrada e caminhos, onde gigantes
interrogações me perseguem.
indago ao meu eu, se nãos seria
melhor ser dois!