O piano me fascina.
Acho uma chiqueza
tocá-lo. Coisa de alma
burguesa? Nada.
Riqueza de alma
que se engrandece
e se enternece num
instrumento cujos
acordes nos levam
além!
O piano faz soar
a melodia dos que
sabem voar...
Eu vou e vôo nas
asas do coração!
O piano
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
O Abraço
Reuni todas as lembranças
de brilhantes momentos
passados juntos. Só colecionei
as coisas boas. E então senti
saudade do abraço.
De tudo, o que mais gostava.
Eu me escondia nele como
abrigo. Mas hoje a recordação
me mostrou que ruiu esse
esconderijo, como nuvem
que passa. As contas dos dias
se foram. E no ar restou
apenas meus braços estendidos
e vazios...gosto de nada!
Claridade
A clara realidade nos assusta,
visto estarmos acostumados
à escuridão dos dias maus.
Nos irritamos com a claridade
porque muitos esqueceram
como é a luz. E não se consegue
lembrar da iluminada forma
de ser feliz. E amar!
E agora, José?
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
E agora, José?
A festa não acabou.
A luz continua acesa
A porta não se fechou
O povo? O povo continua aqui.
Curtindo uma saudade danada,
a tua saudade.
As noites neste momento
são de verão.
E agora, José?
Tiago partiu.
Como ouvi-lo, como sauda-lo?
Nos versos pintados de imagens,
Na prosa e protesto?
E agora, José?
Tiago irmão deixaste sem
voz o meu coração.
Sem discurso ficou, seu estilo
já não pode beber.
Não podes sair para festejar
nossa utopia e foi
sem querer?
Você desfalcou nosso quarteto.
Parece que tudo queria acabar.
Mas sua serena palavra
Bibliotecas e quadros
Sua forte lembrança
Mais forte que a morte
Nos deixa com fome de
sua presença.
Amigo José, prefiro pensar que
você se escondeu,
Nos espia de longe e de longe se fia
em que continuemos a festejar...
nossa amizade!
Mas...e agora José?
Saudade!
Voz do autor
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
A voz do autor ecoa
pelo ar, pelo mar
pelo céu sem fim...
E diz o que quer dizer
mas também o que não quer!
E seus ouvidos também
ouvem o distante daquilo
que quis dizer.
As palavras têm voz própria
e diz com ou sem consentimento
o que veio dizer!
seja por meio do autor
do leitor, do vento ou trovão.
Mas é o coração quem lhe dará
força. O autor apenas obedece!
Que nome darei?
Esse tempo que chamam de novo...
E de novas as impensadas e
imaturas atitudes, eu chamarei
de ...Insensatez!
E nem sei que nome dar,
ao descaso com que nos tratam
essa juventude de hoje.
E a isso. Por mais que fuja ou queira fugir,
só tem um diagnóstico; falha de educação...
Resultado do medo e da fragilidade paterna,
de ensinar a partir de nãos.
E não existe certamente acertos,
sem erros prováveis.
Será possível, retroagir? Resgatar?
Repensar a educação?
Temo só dizer, que o tempo não dá retrocessos.
Nem é virtual!
A única certeza boa, é que todo dia...
a gente pode recomeçar. E tentar
melhorar o presente.
Hoje é dia que recebemos.
Vamos nos validar?
Abraço. Braço e aço de amor!
Ser tão
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Ser tão intensa, é a forma
de pertencer. A uma terra
sagrada, que dentro da gente
reside o sonho, a fé e a forçs
a certeza e estranheza de existir
subsistir à seca, a aridez do chão
e à emoção, de um coração
sertanejo!
Almejo ser tão intensa...a vida
toda. E a terra que me habite,
seja a eterna idade de uma
morada de fortes cactos e
plantas outras, que denotam
e conotam à força de um
sertanejo! ser tão intenso
e ao mesmo tempo ser por ser,
tão mais que existir: persistir e
compor uma poesia de sonhos
extraídos das duras pedras
e fracas chuvas...da natureza
bruta que tão bem sabe amar
o ser, tão intenso, dentro da gente!