Dia da criança
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Quem sabe
sábado, 19 de setembro de 2020
Quem sabe
Quem sabe? A hora determina.
E termina com a certeza de recomeçar. Fazer de novo.
Engraçado, o refazer é sempre benéfico.
Porque resulta no saber.
E saber dá discernimento da hora. Tempo é sabedoria.
Velhice
domingo, 30 de agosto de 2020
Velhice
Um tema visto de diversos ângulos. O Rubem chama de saudade. Para a filosofia, um problema a se discutir:
Por que a velhice? A velhice existe? Se o amigo poeta a colocou tão abstrata, a Psicanálise ou a psicologia a subjetiva ?
A Kátia a colocou numa viagem do tempo mesmo.
Real, mas mutável em seu
Processo Heráclico
E Freud? Pelo que entendi,deixou um caminho aberto para outros tratarem e foi cuidar de outras questões psicanalíticas.
Políticas da existência.
A verdade é que fico com a ilusão da poética:
Saudade já é o que sinto de mim daqui uns anos!
Anedy Belisario
Parabéns, Santaluz!
sábado, 18 de julho de 2020
Nunca te vi tão quieta, tão silêncio quanto agora. Mas até nesta hora, traduzo amor de mãe terra por nós!
Oitenta e cinco anos é tempo de muita celebração. E não há inimigo visível ou invisível que dê cabo da tua integridade.
Cada filho teu, cidadão,ergue uma taça solene, ora ao céu e agradece, o chão que nos tem sido.
Enaltece a tua história, teus poetas e artistas. Escavando nesta hora homenagens de outrora. E descobre que o teu tempo nunca terá um fim. Assim no ano que vem oitenta e seis velas acennderemos dizendo em forma de luz que a santidade que te conduz na evocação do seu nome te reluz eternidade. És uma cidade abençoada. Disso sabemos todos. Pois quem te faz somos nós no amor que devotamos. Em troca tu nos abriga, nos guarda, nos faz filhos teus. Isso é amor pra sempre. Amor de toda vida. Viva cidade Santa
Santa cidade de luz. Parabéns por teu aniversário, tempo de tanta alegria. E mesmo sem gentes nas ruas, sem festa, sem vela e sem bolo...queremos cantar o teu coro de irmão para irmão, fazendo vibrar o coração do sertão, do Nordeste, Bahia, do Brasil nossa nação:
Cidade Santaluz
A nossa gente é tua!
Brilhas como o sol, brilhas como a lua...simples assim,
Feliz aniversário!
Anedy Belisario
Alento
sábado, 4 de julho de 2020
Quando penso no meu recanto,
santaluz, o que mais me recordo
é do caminho da escola.
compreensível: primeiro aluna,
depois professora.
É o caminho que mais percorro.
Claro, tem outros espaços.
outras lembranças de cultura,
de arte,, de abrigo e mãe terra.
Mas o alento maior é saber
esse chão mais que memória.
É alento da alma! Assim,
há em mim, a lembrança
de cães na rua, mas também
a praça lotada
desfile de carroças no são João,
trio de carnaval na cidade,
e por que não?
os silêncios das noites de insônia.
Tudo é santo, tudo é luz
tudo é um pedaço
de Santaluz.
Um pedaço de mim!
Nomes
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Nomes
Nomes são identidades.
Idêntica forma de ser?
Talvez por isso,
Pela força dessa palavra
que nos chama, por vezes Deu
resolve mudar o nosso nome.
Jacó passa para Israel
Saulo passa a Paulo.
E Simão a Pedro.
Você sabe que novo
nome Deus te deu?
Bom pensar em quem éramos
sem ele e em quem somos agora,
com Ele!
Descobriremos um nome
semelhante ao sentido de
andarmos ao seu lado!
Que lindo saber que Ele
sussurra nosso nome!
Nos chama, nos convida, nos envia.
E melhor que isso: vai conosco!
Anedy Belisario
João 1 43
Utopias e águas
terça-feira, 23 de junho de 2020
Sentir que pode voltar a infância.
O cheiro do café sendo feito,
lhe dando validade de acordar
e levantar.
pai e mãe jovens, sem cheiro de
morte ao redor.
Navegar as faíscas da manhã
sem se preocupar com a tarde
ou à noite. A leveza de estar vivo e
de que o tempo ...é a gente que faz.
será que ela, (a manhã), continua
ali? no pátio da escola onde
brincávamos de amarelinha?
no "guarde o meu anel,
bem guardadinho"?
ainda posso sentir os almoços à mesa.
sem celulares por perto. Um ritual
sagrado de encontro com a família.
O quintal cheio de árvores, plantas, cachorros,
galos, galinhas e pintos, gatos!
A comida dava para todos.
O riso e a correria. O esconde esconde.
Meu Deus! Por que me cheira
a utopia toda esta existência?
sentir a vida pulsar, abraçar, beijar, virou utopia?
Então meu verso será um só:
Misericórdia!