Por que não nos ensinaram
a viver com receitas prontas?
seria mais fácil aprender.
Ou, então, ensinar
a gente inventar.
Seria t~so mais fácil!
Eu criaria um jeito novo
de amar!
Por que não nos ensinaram
a viver com receitas prontas?
seria mais fácil aprender.
Ou, então, ensinar
a gente inventar.
Seria t~so mais fácil!
Eu criaria um jeito novo
de amar!
Às vezes sonho.
Às vezes gargalho,
Às vezes até ralho
comigo mesma.
Às vezes olho no espelho
e não me vejo.
Porque vou existindo
para dentro, a cada dia.
A asia me lembra a
indigestão.
Comi vida demais?
Ou morte?
Às vezes acho que sim,
que morri...
Já contemplou o nada?
Já ficou parado (a),
olhando o vazio....
procurando as cores
e o cinza existindo
persistindo?
Então sabes do que falo.
De um coração sozinho.
De braços sem laços
sem abraço.
É meu dia!
Às vezes o silêncio é
sufocante para
preencher o texto.
As reticências representam
os suspiros
as inquietações emudecidas.
E quer saber? O grito
não sai. Mas a alma
sabe que me está escoando.
Por que dói tanto
aprender a ser?
Querida amiga das palavras,
portanto, minha amiga!
Hoje li alguns trechos
seus que me comoveram
o coração: você diz que
aprendeu com as primaveras,
a deixar-se cortar e a voltar
inteira, sempre!
Achei tão linda essa entrega
à necessária dor do cotidiano,
para melhorarmo-nos!
E quando dizes que nunca
fez esforço para ganhar nem
se espantou pelo poder, sentí-me
tua irmã! Porque também
concordo que um instante
é bastante para a vida toda!
Obrigada, porque certamente
as tuas palavras derivaram
algumas minhas. Me motivaste
a cantar a poesia com a certeza
de que a razão não é tristeza
nem alegria. Simplesmente poesia.
A canção é tudo, aprendi.
Pois tem sangue e asas ritmadas.
E quando estiver muda,
Outros cantarão, nossas palavras!
Houve inverno e verão?
Só lembro que não houve
outono ou primavera.
A cada aniversário
oramos à distância,
e desejamos" felicidades"
pelas redes sociais.
A cada chuva, um riso
de esperança, pensando
possibilidades da água
corrente,levar o indesejado
invisível!
Houve inverno, sim!
Lembrei do alimento do inimigo.
Mas, e o verão?
Ouvirão a quem pregue
esta esperança? O outono
subsistirá sozinho?
Os frutos já estão escassos.
É preciso novas flores.
Novas folhas, novo tempo,
esperamos um ano típico
de muita fé! Dois mil e vinte
e um...
Alguém pode aconselhar
o mar e convencê-lo a
ser mais compreensivo?
Podem me responder
por que tantas rugas
acompanham os anos?
por que se formam buracos
nas rochas e nas estradas?
E por que às vezes
caímos no próprio caminho?
Será preço ou consequência?
Que diferença haverá
entre resultado e castigo?
Que ciência me instruirá
da vida, se desmedida
a vivo, sem saber viver?
As respostas que procuro,
virão, ou tenho de encontrá-las
sozinha? Será por isso,
tanta solidão?
Acordo às vezes no meio
da noite, sem ter adormecido.
E durmo às vezes pela tarde,
sem ter acordado de manhã.
Quem me desvira desse avesso?