Primos

domingo, 5 de maio de 2024

 Não sou daquelas que tem 

muitas amizades com primos.

Não agora.

Mas quando menina tive bastante 

amizade com eles. As primas costumam ser como irmãs.

Trago na memória algumas histórias.

O certo é que os primos  floreiam muitas páginas da família.

Eu lembro muito da Luiza, que já era uma prima de terceiro grau.

Já que a mãe é que era a filha do tio.

Ela era meio que uma amiguinha de brincadeiras,

 mas que parecia mais aquela pessoa que

 tem prazer em te ver chorar. Lembro muitas 

rusgas entre a prima e o pai por conta dos prazeres

 da "priminha"  em morder ou beliscar a mim.

Primos às vezes brigam que nem irmãos.


Anedy Belisário

J

Tios

 Tem aqueles mais distantes

e os mais próximos.

Lembro o nome de alguns, tanto maternos quanto paternos.

Vou trazê-los como versos de meu poema.

Raimundo fez parte do meu mundo.

Louri, Lindu, Didi...os conhecimentos de perto.

João, Dino, Neném, doces tios

Que souberam fazer casa dentro de mim.

Existiram mais: Amelia, Maria, as rosas. As preciosas sementes de uma família que louva.

Os versos dessa canção 

Enche o meu coração de certeza:

A minha, é uma grande família!


Anedy Belisário 

a janela

terça-feira, 30 de abril de 2024

 Da minha janela eu vejo

o pinheiro em sua bela

esperança e contemplo o

vermelho de minhas rosas.

As vezes , observo o cachorro

lobo do vizinho.

mas, sabe? Pego-me olhando

a estrada...achando que a sua presença

vai se desenhar de novo.

mas apenas saudade é o vulto

que pode ser avistado.


anedy Belisário


Biblioteca

sexta-feira, 19 de abril de 2024


A biblioteca é uma casa de livros, onde todas as pessoas podem ter acesso.

Para pesquisar, para conhecer e para se divertir. Sim, ler também é um lazer.

É prazer imensurável abrir um livro e começar a sua leitura, por puro querer.

A biblioteca para mim é um lugar de acolhimento. E cada leitura pode ser o cimento no alicerce de seu conhecimento.

Biblioteca também lembra o nome de grandes leitores e  escritores: Rui Barbosa, Guido Guerra! Jorge Amado, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Cecília Meireles, Ubaldo Ribeiro, José de Alencar e tantos outros...

Lembra a bíblia, e dela deve ter tido seu nome derivado. Sessenta e seis livros em um já é um livro biblioteca.

Eu imagino a biblioteca uma casa de grande saber,onde as histórias se encontram formando o enredo da imortalidade. A nossa, luzense que é,  pode ser casa de luz, onde poderemos capturar as trevas da ignorância e e acender a luz do conhecimento.

Mães luzenses


Mãe é o esteio de cada uma.

Por que não falar dela? Em qualquer lugar que esteja, mãe é tudo igual! Advinha onde está o filho e o que lhe acontece. Por isso vive em constante prece. Oração de mãe, não vi uma sem resposta. De todas as mães que conheço nenhuma tenho mais apreço do que a mãe luzense. Mulher de fibra e luz. Se os Aperreios aparecem, faz a Deus uma prece e  Deus logo vem. A socorre em sua luta, pois grande é sua luta neste sertão nordestino.  Eu tenho cá tanta fé que acho que os acontecidos do passado fosse hoje, seria nosso sertão o lugar da manjedoura, o berço do Deus minino.

Mãe luzense é brincadeira? Na escola cada aluno é um filho. Ela sendo a professora. Já as que estão na roça faz a colheita prosperar regando de oração, pois seu filho precisa se alimentar da plantação. Tem mãe enfermeira, costureira, cantora ou doutora, de qualquer profissão. Pode ser só do lar, mas quando o assunto é filho a gente sabe se ajuntar. Em santaluz tem muitas mães...muitos filhos pra criar. Mas a gente é tão unido, que junta tudo na praça pras histórias de livros os nossos filhos contar. Toda quarta tem leitura na praça para os meninos se alegrar. Como este ano foi em maio, também as mães viemos homenagear. Desejar as mães luzenses...todo bem que há no mundo.  Que profundo venha Deus cada uma abençoar. E que toda quarta leitura na praça nunca venha nos faltar. Viva nossas mães!

Mensagem a Cecília Meireles

domingo, 31 de março de 2024


A você, nobre poetisa..

Se a encontrasse, eu diria que por aqui a poesia tem fluido, mas não necessariamente valorizada.

Nos usam apenas como inspiração de homenagens e dia festivos.

Mas quase ninguém quer checar a fundo o que vimos nos dias turvos ou o que tentamos dizer na hora alerta. Não há tantas abertas almas que coma das nossas palavras e se alimentando de vocábulos e textos poéticos consiga crescer e aprender a ver no invisível, no indizível, no incrível olhar da unção poética.

Por aí há poesia? Por aí a vida ferve? Borbulha?  Aqui se orgulha de não dizerem nada.  O dadaísmo faz sucesso ainda por aqui.

Os retratos, com as redes  sociais parecem perfeitos, há filtros. Qualquer um parece belo e feliz.

Os espelhos é que não mentem. Lêem rugas e até poros. Cravos e manchas da idade nossa!

Mas o motivo... há o motivo! Poesia sua, que me define a alma.  Só no fim que te discordo um pouco. Você diz que um dia, sabia, estaria muda. Mais nada! Tua palavra ecoa no universo, viva , atual, audaz: quem disse que morrem as palavras?

Hoje , talvez, seja só poesia. Amiga, poeta! Eis o que somos.


Anedy Belisário

Bilhete a Quintana


Eu queria ter conhecido teu quintal.

Tenho para mim qua ai as goiabas sejam mais doces e que haja bananeiras.

Tua leveza e ironia , forma de provocar o riso na sua prosa sempre me encantou. E desejei a sombra de suas árvores sentar para conversarmos sobre crônicas e poesias.  Vejo a quinta, vejo a Ana e vejo meu bilhete in memorian!

E mais uma história.


Anedy Belisário

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