A mesa

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Uma palavra tão pequena, tão comum. Mas que hoje me transporta a tantos sentimentos!
De volta à infância, uma festa representada por uma grande família, amigos, sinal de junção. Embora nós crianças, ficássemos afastados na ceia.
Uma esteira no chão. Mas o fato de estar juntos, mesa de banquete!
Quando crianças, somos felizes com tão pouco!
Na juventude, já vi a mesa transformar-se numa outra diversão: um dominó entre parceiros. Mãe é pai brincando e brigando ao mesmo tempo. No meu olhar, uma forma de descrever felicidade.
A mesa me traz hoje um outro sentido: ressignificação. Saudade e desejo.
Uma ceia
Um banqiete. O mestre! Estou convidada para festa. Direito de levar alguém. Motivo do meu ide.
E da minha fome. Do amor que me consome. Paixão! Jesus, não deixa eu me perder de você, cura-me de mim mesma. Não deixa eu perder a festa é nem de conquistar pares.
Quero te ver sorrir!
E enquanto não começa a festa, me põe no colo! Teu abraço é meu consolo. 😍

Auxiliares

Se eu falhar e as palavras fugirem, Paulo me garante: Ele ora por mim.
Pode ser meu intérprete com gemidos inexprimiveis expressando a minha dor e o meu desejo.
E como erro demais e tudo de bom que eu queria fazer, não consigo, Paulo me lembra de um advogado que me defende.
Ele me representa
E justifica-me!
Seu nome me liberta. Me dá autoridade. Acesso ao pai. Meu Salvador e senhor.
Eis os meus auxiliares!
Jesus,
Espírito Santo...faz-me pronta para morar no céu...

Academia para a alma

Quando se sentir vazio..
Naqueles dias em que não consegue orar, vá para a academia da alma.
O livre dos salmos..Lá você encontrará 150 orações prontas, nas quais poderá meditar.
Depois compartilha comigo o que aprendeu.
É uma universidade espiritual.
Terapia. E se Você compartilha...partilha as bênçãos do céu!

A composição e a psicologia

Saio de um poema,
Como quem fez terapia.
A palavra cristalizada
Me faz ver um tanto claro.
E como pássaro começo a desabrochar.
Talvez como a roupa vazia que despi, essa folha em branco, me incite o verso, me envie ao sonho.
Eu me escondo onde nada existe e onde a liberdade é nômade.
E como meu tempo não tenha noite, nem dia...Também não tem fonte nem fuga.
Sem fuga, nada flui, só o silêncio.
Ai este espaço em branco corre o risco de tornar-se cinza ou sal. Açúcar?
O limão, a pedra, o sol, a pele,tudo pode virar ilusão.
O poema está a ponto de explodir e eu, eu percebo que é disso que preciso: de uma psicologia que crie do nada. Que salve a alma da possibilidade somente do existir, do dizer. A palavra tudo faz e cria! O descuido ficará aberto. Qualquer hora é hora de entrar neste quarto. Papel em branco, caneta sangrando. Libertação! A poesia brota vida e sanidade. Realidade? Talvez. Pergunta a psicologia!

O corpo da poesia

Observo a algum tempo o corpo do poema. Fixo o olhar...até ver que não é bem um corpo.
É um fio de sangue escorrendo como lágrima diante da dor do que tem sido viver!

Orações sem resposta

Tenho uma coleção. Mas já parei de me torturar e de procurar a culpa:
O vizinho e primo que não deixou o alcool, e por isso a cirrose venceu?
A mãe, assassinada pelo concer? Também a avó? O avô? A irmã? O "amigo crente", vencido pelo câncer de pele? Os amigos de trabalho assasssinados brutalmente? Ou ainda os tantos outros casos em que as interseções ainda queimam?
Não. Eu sei que Ele é bom. Eu tento me esconder, me refugiar nEle
E aprender de sua proteção.
Sei que muitas orações ainda ficarão sem resposta. Mas nunca ficarei sem a sua graça . Sem seu abraço de perdão e misericórdia.
O que não entendo agora, um dia ele me explicará enquanto no seu colo, poderei ver a sua face. Ai a oração será apenas adoração!

Nossa pátria

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

É como se não fosse.
Vontade de chorar.
Como criança dormindo, vejo a nossa pátria deixando -se levar.
Covardemente. Anonimamente, deixando os direitos rolarem água abaixo.
Egoísmo prevalecendo: se eu já tenho o direito, que importa se outros não mais terão?
Se me perguntarem o que é a nossa pátria, direi: não sei. Não sei...
Como, por quê? Para quê?
Não sei. Mas sei que ela é sol, luz e água que constroem e ao mesmo tempo transformam à nossa mágoa. Em longas lágrimas.
Não deixamos de amar a nossa pátria. Mas há um tempo já, que deixamos de nina-lá.
Vontade de mudar as cores de suas vestes.
Da nossa pátria, nossa pátria descamizada. E sem chinelos. Cada vez mais pobrinha!
...rica de preconceitos e cegueira. Que posso dizer mais?
Tem misericórdia, Deus! Dá nossa pátria!

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