Final de feriado

quarta-feira, 21 de abril de 2021

 Todo final de festa é  sem graça. 

 Gosto de nada na boca, ansiedade no olhar. 

Tristeza na estrada.  A caminhada dá 

 uma parada e nem se dá 

 conta de  que os parênteses e 

 as reticências...mexem na essência do  ser.

  Não deixa de ser uma 

forma de transição. 

E transição,  da forma que for, dói!

Descrevendo minha tarde

terça-feira, 20 de abril de 2021

 Debruço no tempo e fico

parada de tardinha  deitada

na cama da alma.

Olho ao redor e parece

que tudo vai se acalmando!

Normal: alguns períodos do

dia, todos se aquietam mais.

Acho que é porque algumas

pessoas vão se encontrar

consigo mesmas. E isso tá raro 

a cada dia! Então, de tardinha é 

um desses momentos comigo.

Eu me debruço em mim, tentando

ver-me por dentro. E vejo minha

criança em fúria, revoltada com

a inversão das atitudes e dos valores

da felicidade. E o preço que se paga

é para todos! A dureza dos muros

que nos cercam e das noites

 (muitas insones), na angústia 

de não se ter rumo certo.

Eu desço da tarde... e vou

tentando subir a ladeira da noite. 

Daqui a pouco é outro dia

e tudo recomeça igual!

Dedicatória ou dedicação?

sábado, 17 de abril de 2021

 Vim saudar os pingos da chuva

no telhado que me acordam, mas

me deixam sonolenta.

Vim agradecer a prisão doméstica

que me proporcionam e me aproximam

do papel, da tinta, das palavras que se

esquentam em volta do calor do chá, do café, 

da sopa aconchegante.

Vim trazer uma dedicatória ao calor das

brasas, no fogão de lenha, à mãe na beira

do fogo, preparando refeição, e a feição

do pai, de homem realizado,

só por ter uma família.

O escuro

 Sempre achei que o escuro

tinha olhos fundos e profundos.

Por isso quando o encontrava eu

fechava os olhos apertados.

Meus ouvidos ouviam

seus uivos e miados. 

e o vento só de travessura,

vinham me assustar.

E se as estrelas vinham me 

acudir, tropeçavam no céu.

Eu conversava com Deus

e ele vinha me salvar!

Pensamentos para dentro

 Como as águas do rio...

meus pensamentos não param

dentro de mim mesma.

os ventos me passeiam

zoando os ouvidos, e às vezes 

me embaraçam os passos.

Parecem atravessar meus ossos.

Mas os pensamentos...continuam

indiferentes, para si mesmos, só as

juntas escutam!

Brincadeiras de infância

 De alma pulávamos,

esticávamos o tempo.

A dança ao som das cantigas

de roda, embalavam nossos

sonhos.

Aprendíamos correndo...a vida

da inocência. A maldade ainda não

tinha morada.

Edson

 Ed Son

Teu nome me pede

 uma licença  poética 

Para sonorizar o som, 

Traduzindo o teu próprio 

dom  de cantar.

Ed, deve ser um dos teus 

apelidos  no circulo de amigos.

Deus te escolheu profeta e o teu

nome ganhou mais força. 

Aproveito a poesia para declarar 

meu amor em Cristo por você.  E como 

Uma ovelha amiga dizer a você:

Se voltamos o teu nome ao contrário 

É  o nós  que prevalece.

Que linda forma de neutralizar o inimigo! Parabéns. 


Tecnologia do Blogger.
 
any, a poetisa © Copyright | Template By Mundo Blogger |